Blog educativo para troca de experiências com aqueles que como eu, também são loucamente apaixonados pela EDUCAÇÂO!!!
terça-feira, 18 de outubro de 2011
A formação do profissional docente
Quem é o profissional docente? Qual valor a sociedade está disposta a lhe atribuir? Qual o caráter de sua formação? A reestruturação da profissão docente bem como as novas formas de trabalho vem consolidar a introdução das políticas neoliberais na educação.
Sabe-se que não é só a escola a responsável pela formação de professores com qualidade. Há fatores externos a ela, como as políticas sociais inseridas no conjunto das políticas públicas, que resultam na redução progressiva de verbas e na desvalorização profissional e social do pessoal do magistério, além do empobrecimento da população e de suas conseqüências inevitáveis no rendimento escolar.
O professor não pode ser visto como o problema, mas como elemento imprescindível para a superação de parte dos problemas educacionais. Sendo assim, a formação de professores é um requisito fundamental para as transformações que se fazem necessárias na educação.
O professor deve construir expectativas em relação ao aluno, pois, na medida em que o trata como “pessoa”, considerando-o como ser global bem como os seus sentimentos e intensificando suas relações interpessoais de amizade, confiança, respeito, empatia e autenticidade, cria condições que favorecem a aprendizagem.
Através do professor, o aluno começa a compreender quem é ele mesmo, pois os outros são nossos espelhos. Porém, poucos são os alunos que podem se conhecer e são percebidos através do professor, pois muitas vezes esse professor não lhes dá a imagem refletida para que os educandos possam saber quem eles são.
Na perspectiva da teoria histórico-cultural, a aprendizagem escolar está centrada no conhecimento, no domínio dos saberes e instrumentos culturais disponíveis na sociedade e nos modos de pensar associados a esses saberes. Em contraste, todas as concepções de escola que desfocam esta centralidade podem estar incorrendo em risco de promover a exclusão social.
Sendo assim, a docência parece se encontrar num processo de transformação, em que o modelo tradicional de professor, apesar de considerado ultrapassado, ainda persiste no vocabulário docente, convivendo lado a lado com as novas concepções e propostas. Com efeito, observa-se, nos discursos dos sujeitos, a presença de elementos considerados indicadores de profissionalização associados a uma imagem caracteristicamente afetiva. Isto poderia ser considerado uma ambigüidade na estruturação de um novo modelo de professor. Por enquanto, concebe-se ainda o exercício da docência como profissão num contexto de relações interpessoais calcadas no afeto, sendo isso válido para ambos os sexos e para professores que atuam em escolas públicas e privadas. A concepção de docência que advirá dessa ambigüidade está relacionada com linhas mais gerais de projetos político-sociais que consigam a adesão na sociedade brasileira, valendo aprofundar a discussão sobre as concepções de professor presentes em nossa sociedade e que são internalizadas pelos docentes como seres sociais porque constituem momento necessário à compreensão de sua própria prática profissional.
Autora: Maria Inês de Souza Borges, gestora educacional, professora da rede estadual e docente do ensino superior em São Paulo.
Sabe-se que não é só a escola a responsável pela formação de professores com qualidade. Há fatores externos a ela, como as políticas sociais inseridas no conjunto das políticas públicas, que resultam na redução progressiva de verbas e na desvalorização profissional e social do pessoal do magistério, além do empobrecimento da população e de suas conseqüências inevitáveis no rendimento escolar.
O professor não pode ser visto como o problema, mas como elemento imprescindível para a superação de parte dos problemas educacionais. Sendo assim, a formação de professores é um requisito fundamental para as transformações que se fazem necessárias na educação.
O professor deve construir expectativas em relação ao aluno, pois, na medida em que o trata como “pessoa”, considerando-o como ser global bem como os seus sentimentos e intensificando suas relações interpessoais de amizade, confiança, respeito, empatia e autenticidade, cria condições que favorecem a aprendizagem.
Através do professor, o aluno começa a compreender quem é ele mesmo, pois os outros são nossos espelhos. Porém, poucos são os alunos que podem se conhecer e são percebidos através do professor, pois muitas vezes esse professor não lhes dá a imagem refletida para que os educandos possam saber quem eles são.
Na perspectiva da teoria histórico-cultural, a aprendizagem escolar está centrada no conhecimento, no domínio dos saberes e instrumentos culturais disponíveis na sociedade e nos modos de pensar associados a esses saberes. Em contraste, todas as concepções de escola que desfocam esta centralidade podem estar incorrendo em risco de promover a exclusão social.
Sendo assim, a docência parece se encontrar num processo de transformação, em que o modelo tradicional de professor, apesar de considerado ultrapassado, ainda persiste no vocabulário docente, convivendo lado a lado com as novas concepções e propostas. Com efeito, observa-se, nos discursos dos sujeitos, a presença de elementos considerados indicadores de profissionalização associados a uma imagem caracteristicamente afetiva. Isto poderia ser considerado uma ambigüidade na estruturação de um novo modelo de professor. Por enquanto, concebe-se ainda o exercício da docência como profissão num contexto de relações interpessoais calcadas no afeto, sendo isso válido para ambos os sexos e para professores que atuam em escolas públicas e privadas. A concepção de docência que advirá dessa ambigüidade está relacionada com linhas mais gerais de projetos político-sociais que consigam a adesão na sociedade brasileira, valendo aprofundar a discussão sobre as concepções de professor presentes em nossa sociedade e que são internalizadas pelos docentes como seres sociais porque constituem momento necessário à compreensão de sua própria prática profissional.
Autora: Maria Inês de Souza Borges, gestora educacional, professora da rede estadual e docente do ensino superior em São Paulo.
Ler e escrever: dois verbos que se conjugam juntos
Artigo publicado na newsletter semanal +Educação
As diferentes formas de comunicação humana, até então conhecidas, são indispensáveis para a vida em sociedade. Contudo, o uso da linguagem verbal e escrita é o meio mais utilizado pelo homem para expressar opiniões, ideias, concepções, ideologias e valores individuais ou coletivos. No entanto, aprender a ler e escrever costuma ser algo tão complexo quanto aprender a falar.
No início do processo de alfabetização escolar, a aprendizagem da leitura e da escrita pelas crianças passa por diferentes etapas de desenvolvimento, necessitando assim de um significativo conhecimento por parte do professor alfabetizador de algumas abordagens teórico-metodológicas apresentadas pela psicologia do desenvolvimento humano, sociolinguística e por outros ramos das ciências humanas acerca dessa questão. Mas, é inevitável o fato de que cada criança apresente facilidades e/ou dificuldades em relação ao modo de apreender as linguagens oral e escrita. Daí a importância do professor realizar, na escola, diferentes atividades pedagógicas de leitura e escrita com as crianças; a fim de bem prepará-las para o descobrimento de um novo mundo existente por detrás das ações de ler e escrever.
Assim como alfabetização e letramento são processos distintos e complementares, também existe uma relação umbilical entre leitura e escrita, mas com um acentuado diferencial: a leitura é pré-requisito básico e fundamental para a escrita. Em outras palavras, isto significa dizer que grande parte das dificuldades apresentadas por muitos alunos, desde o Ensino Fundamental até o Superior, quando solicitados a escrever um texto descritivo, narrativo ou dissertativo, estão diretamente relacionadas à ausência de sólida leitura interpretativa de textos informativos e de outros gêneros literários que realmente contribuam para a leitura de mundo, ou seja, para o despertar do senso crítico, da reflexão e da análise dos alunos em relação a fatos, fenômenos, informações e saberes correspondentes às diferentes culturas e áreas do conhecimento humano.
Ler é uma questão de hábito que deve ser cultivado todos os dias, uma vez que possibilita ao homem melhor compreender a realidade na qual está inserido e a conquista de patamares cada vez mais elevados de conhecimento. Embora a escrita seja um processo decorrente da leitura, sua aprendizagem na escola apresenta dimensões peculiares que merecem atenção especial.
Há atualmente no meio acadêmico e científico alguns rumores acerca da possibilidade de num futuro bem próximo o ensino da escrita na escola de Educação Fundamental não mais ocorrer do modo convencional padrão até então vigente, com a presença (física) do professor em sala de aula trabalhando com os alunos atividades envolvendo coordenação motora, jogos pedagógicos e outras similares para o traçado das primeiras letras, sílabas e palavras. Cogita-se a ideia de que tal aprendizado aconteça somente na modalidade on-line, com o auxílio de diferentes tecnologias digitais. Imaginemos tal situação! Face ao exposto, cabe-nos fazer alguns questionamentos: O que se pode esperar dessa “pedagogia revolucionária” em relação ao papel do professor e da aprendizagem dos educandos? Qual o destino da letra cursiva? Terá a escrita manual alguma função social nesse contexto?
Embora ainda seja muito cedo para apresentar respostas concretas a essas indagações, faz-se necessário, desde já, refletir sobre as possíveis consequências que essa “nova pedagogia” de alfabetização da escrita, se implantada, poderá acarretar para o domínio da linguagem verbal e da leitura, bem como para o setor político, econômico e cultural da sociedade brasileira.
Fazer com que os verbos ler e escrever possam ser conjugados de forma concomitante é, pois, uma responsabilidade dos governantes, da escola e de todos os que pensam e fazem Educação.
Autor: Marcos Pereira dos Santos é mestre em Educação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), professor Adjunto do Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais/Faculdades Integradas dos Campos Gerais (CESCAGE) – campus Ponta Grossa/PR.
As diferentes formas de comunicação humana, até então conhecidas, são indispensáveis para a vida em sociedade. Contudo, o uso da linguagem verbal e escrita é o meio mais utilizado pelo homem para expressar opiniões, ideias, concepções, ideologias e valores individuais ou coletivos. No entanto, aprender a ler e escrever costuma ser algo tão complexo quanto aprender a falar.
No início do processo de alfabetização escolar, a aprendizagem da leitura e da escrita pelas crianças passa por diferentes etapas de desenvolvimento, necessitando assim de um significativo conhecimento por parte do professor alfabetizador de algumas abordagens teórico-metodológicas apresentadas pela psicologia do desenvolvimento humano, sociolinguística e por outros ramos das ciências humanas acerca dessa questão. Mas, é inevitável o fato de que cada criança apresente facilidades e/ou dificuldades em relação ao modo de apreender as linguagens oral e escrita. Daí a importância do professor realizar, na escola, diferentes atividades pedagógicas de leitura e escrita com as crianças; a fim de bem prepará-las para o descobrimento de um novo mundo existente por detrás das ações de ler e escrever.
Assim como alfabetização e letramento são processos distintos e complementares, também existe uma relação umbilical entre leitura e escrita, mas com um acentuado diferencial: a leitura é pré-requisito básico e fundamental para a escrita. Em outras palavras, isto significa dizer que grande parte das dificuldades apresentadas por muitos alunos, desde o Ensino Fundamental até o Superior, quando solicitados a escrever um texto descritivo, narrativo ou dissertativo, estão diretamente relacionadas à ausência de sólida leitura interpretativa de textos informativos e de outros gêneros literários que realmente contribuam para a leitura de mundo, ou seja, para o despertar do senso crítico, da reflexão e da análise dos alunos em relação a fatos, fenômenos, informações e saberes correspondentes às diferentes culturas e áreas do conhecimento humano.
Ler é uma questão de hábito que deve ser cultivado todos os dias, uma vez que possibilita ao homem melhor compreender a realidade na qual está inserido e a conquista de patamares cada vez mais elevados de conhecimento. Embora a escrita seja um processo decorrente da leitura, sua aprendizagem na escola apresenta dimensões peculiares que merecem atenção especial.
Há atualmente no meio acadêmico e científico alguns rumores acerca da possibilidade de num futuro bem próximo o ensino da escrita na escola de Educação Fundamental não mais ocorrer do modo convencional padrão até então vigente, com a presença (física) do professor em sala de aula trabalhando com os alunos atividades envolvendo coordenação motora, jogos pedagógicos e outras similares para o traçado das primeiras letras, sílabas e palavras. Cogita-se a ideia de que tal aprendizado aconteça somente na modalidade on-line, com o auxílio de diferentes tecnologias digitais. Imaginemos tal situação! Face ao exposto, cabe-nos fazer alguns questionamentos: O que se pode esperar dessa “pedagogia revolucionária” em relação ao papel do professor e da aprendizagem dos educandos? Qual o destino da letra cursiva? Terá a escrita manual alguma função social nesse contexto?
Embora ainda seja muito cedo para apresentar respostas concretas a essas indagações, faz-se necessário, desde já, refletir sobre as possíveis consequências que essa “nova pedagogia” de alfabetização da escrita, se implantada, poderá acarretar para o domínio da linguagem verbal e da leitura, bem como para o setor político, econômico e cultural da sociedade brasileira.
Fazer com que os verbos ler e escrever possam ser conjugados de forma concomitante é, pois, uma responsabilidade dos governantes, da escola e de todos os que pensam e fazem Educação.
Autor: Marcos Pereira dos Santos é mestre em Educação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), professor Adjunto do Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais/Faculdades Integradas dos Campos Gerais (CESCAGE) – campus Ponta Grossa/PR.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
OUTUBRO - DIA NACIONAL DA LEITURA

Comemoramos, em 12 de outubro, o Dia Nacional da Leitura. A iniciativa do Governo Federal tem por objetivo ressaltar a importância da leitura e criação literária como processo de formação e inclusão sociocultural.
“Um país se faz com homens e livros.” Monteiro Lobato
Comemoramos, em 12 de outubro, o Dia Nacional da Leitura. A data foi instituída pela lei nº 11.899, de janeiro de 2009. A iniciativa do Governo Federal tem por objetivo ressaltar a importância da leitura e criação literária como processo de formação e inclusão sociocultural.
Juntamente com o dia, é comemorada a Semana Nacional da Leitura e da Literatura. As celebrações buscam, principalmente, alcançar os jovens e as crianças, uma vez que, na data escolhida, é festejado o Dia das Crianças.
Programas de incentivo à leitura
A leitura é uma ferramenta fundamental para a transformação social, construção da cidadania e educação nacional. Entretanto, no Brasil, a média de livros lidos anualmente, por pessoa, é inferior a quatro exemplares, número muito baixo em relação aos Estados Unidos, em que a média é de 10 livros.
Pensando na importância em mobilizar o país sobre o valor da leitura, vários programas, projetos e ações estão sendo desenvolvidos em todo o território nacional, entre eles:
Plano Nacional do Livro e Leitura
“Promover o acesso à leitura e ao livro a toda a sociedade brasileira, contribuindo para a elevação do número de leitores e o acesso ao livro como condição essencial para o pleno desenvolvimento humano, para o exercício da cidadania e para o desenvolvimento social e econômico de qualquer sociedade.” Esse é o objetivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).
Lançado em 2006, pelos Ministérios da Educação e da Cultura, o PNLL desenvolve, estimula e apoia diversas ações de incentivo à leitura.
Programa Nacional de Incentivo à Leitura
Vinculado à Fundação Biblioteca Nacional, do Ministério da Cultura, o Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler) promove ações e cursos que buscam incentivar a prática da leitura.
Criado em 1992, tem como objetivo promover o interesse nacional pela leitura e escrita, a promoção de políticas públicas de acesso ao livro e à leitura, além de viabilizar a realização de pesquisas sobre livro, leitura e escrita.
Fundo Nacional Pró-Leitura
Ainda em processo de implantação, foi aprovado pelo Senado Federal, no início do ano, o projeto de lei que cria o Fundo Nacional Pró-Leitura.
O Fundo visa financiar em até 80% os projetos que buscam a recuperação de bibliotecas públicas, que incentivem a produção e a venda de livros e que estimulem a exportação de livros nacionais. Além disso, terão apoio também as iniciativas que assegurem o acesso à leitura de pessoas com deficiência visual.
O Fundo Nacional Pró-Leitura, que integrará o Ministério da Cultura, será mantido com recursos do Tesouro Nacional, doações e auxílios de entidades de qualquer natureza.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Jovens sedentários
Apenas cuidar das calorias ingeridas no dia-a-dia escolar não basta. Existe um aspecto fundamental para equilibrar a balança: a prática de atividade física ou, como muitos preferem, a adoção de um estilo de vida ativo. Enquanto permanecerem sentados em frente à TV, ao computador ou videogame, dificilmente os jovens conseguirão ficar de fora dos números do último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostra que uma a cada três crianças com idade entre 5 e 9 anos e um a cada cinco jovens na faixa etária de 10 a 19 anos estão acima do peso.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza, pelo menos, 300 minutos semanais de atividade física para crianças e adolescentes. Entretanto, os estudantes brasileiros estão longe de cumprir essa recomendação. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar de 2009, realizada pelo IBGE com 60.973 alunos do 9º ano do ensino fundamental, das redes pública e privada de todo o País, apontou que apenas 43,1% dos estudantes poderiam ser considerados ativos pelo critério da OMS. Um estudo anterior, conduzido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em 2004, com cerca de 10 mil moças e rapazes, com idade entre 15 e 29 anos, chegou a praticamente ao mesmo resultado, constatando que 57% dos jovens não praticam atividade física e que muitos não têm sequer interesse pelos esportes.
Mas por que falta movimento no cotidiano das novas gerações? Para o psicomotricista e professor de Educação Física Cloaldo Amaral Filho, foram as mudanças da sociedade que afetaram como os jovens se relacionam com o corpo. “Atualmente, não há espaços adequados (qualificados, seguros, bem localizados) nem tempo suficiente para as práticas corporais espontâneas, como as brincadeiras de rua. Como as questões corporais não são devidamente valorizadas (porque são pouco compreendidas) por famílias e escola, o resultado é a imobilidade quase generalizada”, explica.
Antigamente, as crianças e os adolescentes se exercitavam naturalmente. Sem a forte presença da tecnologia e das comodidades do mundo de hoje, não havia outro caminho a não ser se mexer. “Com o desenvolvimento tecnológico e a vida moderna, atividades que faziam parte do dia a dia, como levantar para mudar os canais da TV, andar a pé e brincar na rua, deixaram de existir. Não é possível ir contra a modernização, mas é importante que os hábitos sejam mudados e a atividade física programada seja incorporada à rotina de todas as pessoas”, afirma Vera Lúcia Perino Barbosa, especialista em obesidade infantil e presidente do Instituto Movere, de São Paulo (SP), organização sem fins lucrativos que desenvolve um trabalho de reeducação alimentar, atividades físicas e mudança de comportamento com crianças e adolescentes de baixa renda com sobrepeso e obesidade.
Um bom indicador do sedentarismo entre os jovens é o índice do tempo que permanecem sentados. Um levantamento realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, com 538 estudantes de 13 anos de idade, revelou que, em média, os adolescentes ficaram sentados 7 horas por dia, durante a semana, e 5 horas por dia no fim de semana. Segundo o coordenador do grupo que conduziu o estudo, Paulo Roberto dos Santos Amorim, a tecnologia tem grande influência sobre esses números. “O pior é que está aumentando esse comportamento, principalmente por causa do tempo de tela, gasto com o computador, videogame, TV, celular, etc. Tempo de tela é o termo utilizado para designar essas atividades que competem com um estilo de vida mais ativo.” Mas o docente explica que a escola também contribui para o sedentarismo, haja vista que, durante a semana, quando estão estudando, a quantidade de horas que os jovens ficam sentados é maior. “Onde começa
o comportamento sedentário infantil? Porque em casa a criança brinca. Começa quando a gente encerra o comportamento dela em sala de aula. Por isso, as crianças, em geral, adoram o momento da Educação Física”, analisa Amorim.
Educação Física
A falta de atividade física traz uma série de consequências negativas para as crianças. Além de contribuir para a obesidade e outros problemas de saúde, compromete o desenvolvimento de habilidades como força, velocidade, destreza, equilíbrio, coordenação motora ampla e fina, entre outras. O professor Amaral destaca, também, que a importância da prática corporal não se resume ao aumento do gasto energético e à iniciação ao esporte competitivo. Existem outros aspectos envolvidos, como a descoberta de si e do mundo ao redor, que se concretiza a partir das experiências corporais. “Outro aspecto pouco observado são as relações sociais que se estabelecem nesse tipo de atividade, um potencial riquíssimo para a vivência de valores. A aprendizagem dessas questões pode ser muito mais efetiva nessas situações do que em sala de aula. Pela minha observação dessa realidade, percebo que a criança de hoje está pagando um preço por sua imobilidade, seja na esfera psicoafetiva, social ou cognitiva”, analisa o psicomotricista.
As aulas de Educação Física são a oportunidade mais evidente que as escolas possuem de trabalhar as práticas corporais e contribuir para a redução do sedentarismo entre os jovens. Porém nem sempre esse espaço reservado no currículo é suficiente ou capaz de cumprir sua função. Dados da mesma pesquisa do IBGE sobre a frequência da Educação Física nas escolas mostraram que 49,2% dos alunos tiveram dois dias ou mais de aulas da disciplina, na última semana da época do estudo. A proporção foi maior nas escolas públicas, onde o percentual foi de 50,6%. Nas instituições da rede privada, a frequência de pelo menos duas vezes por semana atingiu 43,9% dos alunos. Entretanto, os especialistas consultados nessa reportagem não acreditam que, na maioria dos casos, a disciplina desenvolva um trabalho efetivo e estimulante à atividade física. “As aulas de Educação Física oferecidas em escolas públicas e também privadas carecem de planejamento e orientação adequados às crianças, aos adolescentes e às suas famílias. Um cronograma de atividade física bem elaborado, com aulas teóricas e práticas incentivando as crianças e os adolescentes, mudaria o cenário monótono que hoje é a Educação Física na escola”, critica Vera Barbosa.
Para evitar que as aulas sejam apenas um momento “para jogar bola”, Amaral sugere que cada instituição de ensino defina, em primeiro lugar, o papel da Educação Física no contexto da educação e priorize uma abordagem inclusiva, em que o foco não se concentre apenas na prática de esportes e situações competitivas, para que a maioria seja contemplada, desenvolvendo o “gosto” na criança pela atividade física, esportiva, lúdica, etc., por toda a vida.
Recreio
Como a própria palavra indica, recreio significa ou deveria significar “algo que serve para divertir; brincadeira”, segundo definição do dicionário Houaiss. Da mesma forma que o vocábulo caiu de moda, passando a ser mais conhecido entre as novas gerações por “intervalo”, esse período tão aguardado pelas crianças e pelos adolescentes mudou um pouco suas características em muitas escolas do Brasil. Ao invés de corda, amarelinha, pião, bola-de-gude, elástico, o que mais se vê são crianças “zanzando” e conversando. Apesar da aparente agitação, os alunos estão gastando muito menos energia do que deveriam nesse momento. Essa é a conclusão de outro estudo conduzido pela Universidade Federal de Viçosa no ano passado, que usou duas técnicas (aferição
da frequência cardíaca e observação direta), em dois grupos diferentes, para medir a intensidade das atividades durante o recreio escolar. No total, foram avaliados 90 alunos, com idade média de 11 anos, de quatro escolas da rede pública e privada de Viçosa, em três intervalos de 30 minutos. Segundo Paulo Roberto Amorim, que também coordenou essa pesquisa, nos dois grupos, o resultado foi similar, os estudantes atingiram um nível de atividade física moderada a intensa em apenas 10% do tempo do recreio, ou seja, durante 3 minutos, chegando, no máximo, a 6 minutos, o que corresponde somente a 10% da recomendação geral de 60 minutos diários nesse nível de intensidade. Pela observação direta, em que os pesquisadores registravam as ações das crianças a cada 5 segundos, foi possível verificar que as atividades dos alunos eram muito intermitentes, não permitindo atingir a intensidade necessária para contribuir para a saúde das crianças e dos adolescentes.
“As escolas precisam aproveitar melhor a oportunidade do recreio”, recomenda Amorim. O especialista lembra que, com o aumento da oferta do tempo integral, haverá ainda mais períodos disponíveis para transformar no que chama de “intervalos ativos”. Na segunda etapa desse estudo, que ainda não foi concluído, os pesquisadores ofereceram bambolê, corda, peteca, elástico, entre outros materiais, aos estudantes e houve um aumento considerável no padrão de atividade. “Se a gente fizer pequenas ações, com certeza consegue alterar esse comportamento. É uma questão de valorização do comportamento ativo”, reforça. Amorim acredita que a responsabilidade de estimular uma vida mais ativa é de todos, mas que a escola tem esse papel de levar a informação para que o alerta de duas médicas norte-americanas, que costuma usar no início da apresentação dos seus trabalhos, não se concretize. Jennifer L. Miller e Janet H. Silverstein afirmam: “Se as crianças continuarem a ganhar peso nas proporções atuais, a obesidade será a causa líder de mortalidade. As crianças de hoje estão sob o risco de se tornarem a primeira geração a morrer em uma idade anterior a de seus pais.” Sem uma alimentação saudável e uma vida menos sedentária, com a contribuição fundamental da escola, será difícil para os jovens escaparem desse triste presságio.
Matéria publicada na edição de março de 2011 da revista Gestão Educacional
Formar, eis a questão!
Em todos os momentos de nossa vida estamos sempre em “formação”. Formar é o processo contínuo de construção do conhecimento, pelo qual passamos e que não há finalização... A não ser com a morte! E quem sabe esse processo não continua na eternidade, em outros níveis, como o espiritual, por exemplo!
Falar e realizar a formação continuada nos dias atuais não é fácil. Há quem torça o nariz, há quem diga que é indispensável e ainda que seja uma onda de modismo! Opiniões à parte, todos concordam que sem ela não temos como nos desenvolver, sobretudo, no campo profissional. Chega-se a pensar que só tem valor aquela formação (curso) que é paga do seu bolso, pois esta você irá pensar duas vezes antes de reclamar se presta ou não!
A formação em si não significa nada se o formando não se debruçar no sentido de querer, de desejar ser formado, seja por conta própria, seja inserindo-se em capacitações, aperfeiçoamentos ou especializações, nos mais diferentes formatos e tempo, com as mais variadas cargas horárias, metodologias e finalidades.
Após nos formarmos em quaisquer desses aspectos apresentados, qual é a nossa relação com o saber construído? Em que ele é aplicado? Que resultados se têm a curto, médio e longo prazo? Ou não tem resultado?
Essa reflexão é muito pertinente antes de ingressarmos em qualquer curso proposto, pois as respostas positivas diante dela é o que nos fará avaliar se estamos no rumo certo desse investimento, seja ele de iniciativa própria ou por estar inserido em um campo que requer aperfeiçoamento profissional contínuo por ocasião do desenvolvimento de projetos, propostas ou ações, como é comum na área da Educação.
Esse é um caminho que, ao ser iniciado, não tem volta, é como a invenção da roda! A roda que nos move rumo ao conhecimento gradativo e necessário a nossa atuação docente. Quem não tem a pré-disposição para trilhar esse caminho está fadado a ser atropelado, seja pela roda, seja pelos que conduzem o carro no qual está essa roda, ou seja, todos nós!
Reflita como está o seu desenvolvimento profissional continuado. Qual tem sido seu interesse, compromisso, determinação e, sobretudo, ações frente a essa questão que suscita tantas reclamações, mas que é tão necessária ao avivamento profissional e por que não dizer pessoal.
Texto de Alessandra Camargo (técnica da Secretaria de Educação do Tocantins e Mestre em Educação pela Universidade de Brasília (UnB), com ênfase em Formação Continuada).
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Por que é importante manter o cérebro ativo?
- Aprender é modificar o cérebro com experiência. Quanto mais você se esforça, mais aprende, e melhor você fica naquilo que pratica.
- Por isso, o melhor remédio para a memória, a atenção e o raciocínio é... usar a memória, a atenção e o raciocínio!
- Manter o cérebro ativo também é fundamental para evitar as perdas que vêm com a idade.
- Motivação é fundamental. Vendo seu desempenho melhorar, você ganha autoconfiança e vontade de continuar aprendendo e mantendo seu cérebro sempre ativo.
- O cérebro custa caro em energia e nutrientes; todas as capacidades que não são usadas vão aos poucos enfraquecendo para ceder recursos às funções que são de fato úteis.
- Por isso é importante manter o cérebro ativo com atividades variadas. Mas isso não basta; um estilo de vida saudável também é fundamental.
Fonte: Cérebro melhor
- Por isso, o melhor remédio para a memória, a atenção e o raciocínio é... usar a memória, a atenção e o raciocínio!
- Manter o cérebro ativo também é fundamental para evitar as perdas que vêm com a idade.
- Motivação é fundamental. Vendo seu desempenho melhorar, você ganha autoconfiança e vontade de continuar aprendendo e mantendo seu cérebro sempre ativo.
- O cérebro custa caro em energia e nutrientes; todas as capacidades que não são usadas vão aos poucos enfraquecendo para ceder recursos às funções que são de fato úteis.
- Por isso é importante manter o cérebro ativo com atividades variadas. Mas isso não basta; um estilo de vida saudável também é fundamental.
Fonte: Cérebro melhor
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
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Quem sou eu
- prof clau
- Uma professora apaixonada pelo ato de aprender e ensinar!!! Amo o que eu faço e procuro ampliar cada dia mais minhas aptidões,assim posso fazer melhor o que me proponho a fazer: Ensinar de verdade!!!
